O prazo de permanência decide a alíquota
O ganho sobre algo mantido por mais de um ano é ganho de capital de longo prazo, tributado a 0%, 15% ou 20%. Mantido um ano ou menos é de curto prazo e tributado como renda comum, até 37%. O relógio começa no dia seguinte à compra, então são necessários um ano e um dia.
A faixa não é julgada só sobre o ganho. Sua outra renda tributável, salários inclusive, forma a base e o ganho se empilha em cima. Para 2026 a faixa de 0% de quem declara sozinho vai até 49.450 dólares de renda tributável, então um salário que já a preenche empurra o ganho inteiro para a faixa de 15%.
Esta calculadora subtrai o custo de aquisição do preço de venda, empilha o ganho sobre a sua outra renda e o reparte entre as faixas que ele atravessa, aplicando cada alíquota à sua própria fatia.
Onde o imposto é mal calculado
Tomar só o preço de compra como custo de aquisição exagera o imposto. Corretagens e dividendos reinvestidos somam ao custo, e num fundo mantido vários anos com dividendos reinvestidos essa diferença é considerável.
O imposto de 3,8% sobre renda líquida de investimento é esquecido com frequência. Ele incide por cima assim que a renda bruta ajustada modificada passa de 200.000 dólares sozinho ou 250.000 na conjunta. Esses limites nunca foram corrigidos pela inflação, então a cada ano alcançam mais gente.
Deixar prejuízos sem uso é um desperdício comum. Prejuízos do mesmo ano compensam ganhos, do que sobrar podem ser deduzidos até 3.000 dólares contra a renda comum, e o restante é transportado para os anos seguintes. Recomprar o mesmo papel dentro de 30 dias, porém, aciona a regra de venda fictícia e o prejuízo não é aceito.